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Linha

Olha a nossa volta, é como se tudo estivesse desmoronando eu não sei mais o que fazer ou se há algum lugar para onde correr Eu vou segurar em suas mãos, porque é o meu lugar seguro, eu vou juntar os nossos corações porque é tudo que eu juro, Mas seus dedos se desenrolaram dos meus sua boca não parece mais tão perto, Os olhos estão serenos, mas nada mais me parece certo O que aconteceu? Onde foi que a gente se perdeu? Desde o inicio estava tudo errado, ou aos poucos fomos perdendo o tato? Foi tão de repente que deixou tudo dilacerado, a minha voz se foi, o meu coração deu um salto meus dedos estão frios, e meus lábios amargos Não há mais o que fazer, estou perdida, é o fim da linha para mim e para você, não é como se isso fosse o destino, a gente se desprender, mas é o fim da linha, para mim e para você, não há perdão a proclamar ou palavras soltas a se arrepender, Tudo que um dia existiu, hoje deixou de acontecer Eu vou segurar em suas mãos,  porque é o meu lugar seguro,  eu v...

Flores na palma

Eu não posso ver o caminho que meus pés estão seguindo, eu não posso ver o chão sobre o qual eu piso... A minha visão não alcança nada mais a minha frente, mas eu continuo andando e tropeçando, nas pedras que insistem em rolar no meu caminho, Se eu sei para onde eu vou? eu não posso dizer... se eu vou parar e descansar a cabeça no travesseiro e sonhar sonhos doces? de certo que não, Eu vou continuar correndo, e vou continuar tropeçando, eu vou continuar me erguendo do chão... As folhas se amontoam na minha mão, mas são as flores que eu quero alcançar, Eu não quero deixar rastro na estrada, porque não sei onde ela vai chegar... Por favor, não me siga, e nem pergunte sobre mim estou desbravando a floresta que parece não ter fim... E eu não quero sonhar, eu quero fazer o meu coração uma sempre primavera, o inverno insiste em chegar, eu quero viver, quero chorar, quero gritar... Quero correr até meus pés se cansarem, E vou tropeçar, mas enguer é a minha palavra e é ela que eu uso pra andar...

Elas - de novo.

 As palavras me montam de novo,  juntam meus cacos e estilhaços e me fazem pessoa,  toda a minha pessoa.  Elas me encontram na minha escuridão, no meu medo  no meu porão e me trazem para a luz.  E mesmo que eu não me encontre no meu estado mais são,  elas são o meu ponto são, como um farol para embarcação.  E por mais que eu tente remar divagando,  elas me guiam como uma bússola e eu me despejo em mil pedaços no chão,  mas elas me fazem histórias, estória e poema,  elas fazem contos dos meus dilemas,  dos meus lemas e das minhas novenas.  As palavras me fazem.  E desconheço melhor maneira de ser,  de viver, se não através destas formas de passagem de mensagem, de comunicação.  Elas são tudo, mas só são tudo, porque um dia foram nada.  E elas são as misturas de tudo,  são escritas, rabiscos e rascunhos são sentimentos, alentos e decepção  elas me remontam todas as vezes,  me dão asas e me ...

É PRESENTE

A gente acha que tudo é pra sempre,  os tremores, as dores e as sementes  e quando a gente percebe que nada dura,  seja a dor ou a cura,  o vazio se torna nossa casa,  e percebe que na verdade não temos nada.  Nem o que é da gente, nem o que a gente é.  Nada é nosso, nada é pra da pé.  É ai, que a gente se sente fraco, procurando raízes, motivos, sentidos,  pra todo lado.  Tentando ficar pra semente e ser semeado  quem sabe eternamente? Ser plantado na época mais feliz,  pra que a chuva e o tornado nunca levante nossa raiz.  Mas quem somos nós?  Somos meros segundos,  um atrás do outro, juntos  tic tac e dependentes. Dependentes do acaso, de Deus  de Budá, de alguém superior.  Somos ninguém nesse mundo, e somos tudo pra gente.  E mesmo tentando entender tudo que nos cerca,  tentando captar todos os momentos lindos que nos completa,  Tentando entender, quem somos e pra onde vamos,...

Não há lugar.

Nessa casa que você chama de sua  e me convida pra entrar, já tem gente demais esparramada pelo sofá, já tem gente demais sentada janelas, saindo pela cozinha e entrando pela porta, pra mim não há. E nessa casa você diz, "Ainda tem espaço",  mas eu não vejo mais nenhum lugar. Olha só que ironia, aquela casa não era minha, era só um amontoado de gente para se achegar. Você me convidara, "se achegue, a casa é apertada, mas dá para apertar" Olha só, você me convidou, sem contar quantas pessoas cabiam em um só lugar, um só lugar. Não cabe, não há como entrar. Eu fechei as portas, bloqueei com barricadas, para me impedir de passar. Eu me bloqueei, me impedi, me despedacei porque não cabia ali. Me despedacei! Ora, eu me despedacei, porque quem sabe, eu pedaço meu daria, para caber e me montar numa sala tão pequenina, me arranquei a pedaços, me fiz de quebra cabeça, mas sua cabeça não quis quebrar, pra me remontar, pra me desenhar, para me...

Me deixe.

Nos voltamos de onde paramos Ou fomos mais adiante? Parece que minha cabeça flutua Quando eu penso em nós dois juntos Parece anos atrás E eu sinto que eu não te conheço mais A culpa pode ser minha, Eu não posso culpar ninguém A culpa pode ser sua Mas eu não despejar toda a minha ira Quando meus lábios ja foram seus Me tire daqui, Se ainda temos alguma chance De caminhar lado a lado Ou me deixe pra morrer, Se você não vai mover nenhum passo depois, Se você não vai me fazer me sentir segura em seu amor, Querido, eu te peço por favor Você não deveria pensar tanto em si, E eu não deveria te usar como droga Pra tampar os buracos que eu fiz em mim Nós temos mais que amor aqui, E as vezes eu acho que sinto pena, De voce e de mim Me tire daqui, … O que vamos fazer? Me tire daqui, Se ainda temos alguma chance De caminhar lado a lado Ou me deixe pra morrer, Se você não vai mover nenhum passo depois, Se você não vai me fazer me sentir segura em seu amor, Querido, eu te peço por favor Querido, Que...

Caminho.

Os seus pés estão se movendo para longe, para onde eu não posso ver, o caminho que você escolheu, eu não posso percorrer, nossas mãos entrelaçadas se soltam e o ar gelado as abraçam as palavras começam a sumir, como um sopro de algo nunca dito seus pés continuam seguindo, para frente, para os lados, para o caminho, para o seu caminho escolhido a areia molhada esta marcada como rastros de desenho infantil mas os meus estão enterrados, onde você começou os seus, bem ali, onde o ar gelado começou mas eu não sinto, nem o ar e nem a sua falta quero que você seja tão grande quanto o mar quero te ver caminhar, mesmo que isso signifique ter que de longe te amar Continue, nesse caminho que você escolheu sozinho percorrer continue a crer, a crescer, a se erguer eu vou torcer em silêncio, por você meus pés estão e vão seguir, outro caminho, sem os seus comigo, sem você, mas de onde estiver, olhando pra trás e vendo suas pegadas encaminhadas na areia molhada, eu vou agradecer por pelo men...